Ao assistir ao filme “Viajar com o mala do meu pai”, observei uma cena interessante: Após ser desprezado um pacote de pó de café na lixeira, o porquinho come e fica “doidão”.
Embora o porquinho tenha ingerido café, existe no chocolate um composto químico semelhante a cafeína, chamado de teobromida, que é um alcaloide derivado do cacau. Quanto mais cacau, maior a quantidade de teobromida no chocolate e maior o perigo para os animais, pois eles metabolizam essa substância muito lentamente, acumulando no organismo. Podendo causar problemas digestivos, desidratação, excitabilidade, convulsões, hemorragias e até a morte.
A quantidade de 100 a 150 mg de teobromida por quilo de peso já é perigosa para o animal. Para um cachorro pesando nove quilos, a quantidade de 600 ml de achocolatado (3 copos) ou 170 gramas de chocolate amargo já seriam suficientes para provocar sua morte. O tamanho do animal também influencia na intoxicação, geralmente a intoxicação é mais comum em animais de pequeno porte, pois há maior quantidade de chocolate disponível em relação ao seu peso corporal. É mais comum também em animais mais jovens e filhotes, pois ingerem grande quantidade de alimentos estranhos.
A teobromida fica no organismo por até 6 dias. Os sinais clínicos ocorrem entre 6 e 12 horas de ingestão. O animal deve ser levado ao veterinário dentro de 1 hora da ingestão, antes mesmo de aparecerem os sinais clínicos, evitando a progressão do quadro.
Embora a intoxicação por chocolate seja frequente em cães e gatos, ela é pouco conhecida. É importante que os donos de cães e gatos fiquem alerta dos riscos do uso de chocolate e seus derivados, evitando que haja uma intoxicação e óbito.
Leia mais em:
http://casa.hsw.uol.com.br/questao348.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teobromina
Nutricionista Lúcia Silva




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