Quando o assunto é adoçante, as dúvidas são constantes. Muitas pessoas têm dúvidas sobre a quantidade, o melhor para preparações que necessitam de altas temperaturas, qual o menos perigoso, qual o que deixa menos gosto amargo na boca, etc. São questionamentos importantes de serem esclarecido, pois nos deparamos, o tempo todo, com produtos que contêm essas substâncias, seja em um simples cafezinho ou em preparações já adquiridas prontas. A FDA (Food and Drug Administration), o órgão norte-americano responsável pela regulação de drogas e alimentos nos Estados Unidos, aprova cinco adoçantes não nutritivos. São eles: acesulfame potassio, aspartame, neotame, sacarina e sucralose. Todos foram submetidos a rigorosos estudos, que mostraram ser seguros quando consumidos pelos seres humanos, de forma moderada, incluindo pessoas com diabetes e gestantes. Porém, ainda ocorrem muitas dúvidas acerca do assunto.
A seguir um resumo de alguns adoçantes, naturais ou artificiais, usados no Brasil:
NATURAIS
Esteveosídeo - Identificada em 1905, porém já eram conhecidos pelos indios guaranis há séculos, somente a partir de 1970 começou a ser industrializada. Extraido da folha Stevia rebaudiana, é 300 vezes mais doce que o açúcar, não é calórico, não é tóxico, não é metabolizado pelo organismo e não provoca cáries. Porém, deixa um sabor amargo na boca. Está sendo usado pela Coca Cola americana em vários de seus produtos dietéticos. Seu limite máximo de uso diário é de 5,5 mg por kg de peso ao dia.
Frutose - É um açúcar extraído das frutas doces, dos vegetais e do mel de abelhas. É menos calórica e adoça 1 vez e meia mais que o açúcar e não provoca cáries. Possui sabor semelhante ao açúcar e pode ser usados em receitas que vão ao fogo. Estudos recentes revelaram que a frutose ingerida juntamente com as refeições não aumenta a glicemia, podendo ser usada, com moderação, pelos diabéticos.
ARTIFICIAIS
Sucralose - Derivado do açúcar, porém é artificial, obtido a partir da molécula modificada da sacarose. Foi desenvolvido em 1976 e aprovado pela FDA e ANVISA em 1998. É um adoçante que mantém o sabor do açúcar, mesmo em altas temperaturas. Tem ainda a vantagem de não ser calórico, além de adoçar 600 vezes mais que o açúcar, não deixar sabor amargo na boca, não ser metabolizado pelo organismo e não produzir cáries. Além de ser o único adoçante que pode ser utilizado sem restrições por fenilcetonúricos, gestantes, crianças e diabéticos. Muitos estudos comprovam sua segurança. Seu limite máximo de uso diário é de 15 mg por kg de peso ao dia.
Ciclamato de sódio - Descoberto em 1939, é comercializado desde a década de 50. Devido a uma possível associação com câncer de bexiga em ratos, foi retirada do mercado nos Estados Unidos (1969), Inglaterra (1970), França e Japão. Atualmente o ciclamato está liberado pelo Parlamento Europeu e outros países, inclusive o Brasil. Nos Estados Unidos continua proibido, apesar da FDA ter concluído em 1984 que o ciclamato não provoca câncer. No Brasil e outros países essa substância está liberada. O ciclamato é um composto a base de um derivado de petróleo. Tem o poder de adoçar cerca de 40 vezes mais que o açúcar, não perdendo a doçura em altas temperaturas, porém deixa gosto amargo na boca. É amplamente utilizado na indústria alimentícia, devido sua estabilidade em altas temperaturas ser maior que da sacarina e do aspartame. Também tem a vantagem de não ser calórico. Segundo a ANVISA, deve ser usado de forma segura, dentro de um limite máximo de 11 mg por quilo de peso, ou seja, uma pessoa com 50 kg poderia beber 2,291 litros de refrigerante zero, diariamente.
Sacarina - Assim como o ciclamato, a sacarina é um derivado do petróleo e não calórico. Não é metabolizado pelo organismo, adoça 300 vezes mais que o açúcar e estável em altas temperaturas. Por ter gosto residual amargo e metálico, geralmente são associados a outros adoçantes, principalmente o ciclamato, na indústria alimentícia de refrigerante, iogurt, etc. Seu limite máximo de uso diário é de 5 mg por kg de peso ao dia.
Aspartame - É um adoçante feito de dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina. É calórico como o açúcar comum, porém adoça cerca de 200 vezes mais, necessitando de menor quantidade que o açúcar para adoçar os alimentos. Tem a vantagem de não deixar o gosto amargo na boca, além de não perder seu poder adoçante em altas temperaturas. Sua desvantagem é que não podem ser utilizados por pessoas sensíveis a fenilalanina, os fenilcetonúricos. Seu limite máximo de uso diário é de 50 mg por kg de peso ao dia.
Acesulfame-K - Descoberto em 1967 e produzido a partir de um ácido da família do ácido acético. É usado nos países onde a restrição aos adoçantes é muito severa. Esse adoçante adoça cerca de 200 vezes mais que o açúcar, não deixa sabor amargo nem metálico na boca, não é calórico, além de ser uma substância estável nas preparações em altas temperaturas, facilitando sua utilização em preparações de forno e fogão. Seu limite máximo de uso diário é de 15 mg por kg de peso ao dia.
Depois de todas as opções que foram apresentadas, por questão de segurança, não consuma mais adoçante do que a dose diária recomendada pelo fabricante, que deve constar no rótulo de todos os produtos que utilizam adoçantes.
Fiquem atentos aos rótulos e boa escolha!!!Nutricionista Lúcia Silva
Leia mais em: http://www.anvisa.gov.br/alimentos/informes/40_020609.
http://www.endocrino.org.br/adocantesfazemmal/
http://www.abeso.org.br/pagina/339/adocanteartificiais.sh
http://www.abeso.org.br/pagina/339/adocanteartificiais.sh
http://www.saudecomciencia.com/2009/05/adocantes-tipos.html



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